estamos no Facebook com mais de 18 000 imagens do Glorioso SLB...

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tens imagens com o símbolo do SLB? 'colunadaguiasgloriosas@gmail.com' (clicar imagem)

ser benfiquista acima de tudo e mais alguma coisa...

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Usar o nosso SÍMBOLO/EMBLEMA como COSME DAMIÃO! (clicar imagem)

SPORT LISBOA E BENFICA! (clicar imagem)

bandeiras com os nossos símbolos dão sempre num grande BENFICA!

As claques do Benfica deviam ter a imagem do Rei Eusébio(clicar)

As claques do Benfica deviam ter a imagem do Rei Eusébio(clicar)
e se lhe juntassem o SÍMBOLO do GLORIOSO nos seus LOGOS seria MARAVILHOSO...

Já que o Expresso, Record, SICN e CMTV abafaram o ESCÂNDALO....

Já que o Expresso, Record, SICN e CMTV abafaram o ESCÂNDALO....
Cliquem na imagem para se saber alguma coisinha...

o braço amado do slb! mística sempre!

Onde ANDAM AS BANDEIRAS DO BENFICA?

Onde ANDAM AS BANDEIRAS DO BENFICA?
Onde ANDA a MÍSTICA do GLORIOSO SLB?

O BENFICA DE WEIGL É UM ATENTADO À MEMÓRIA DO NOSSO DEUS!

LAGARTO QUE AFUNDOU O FUTEBOL DA MAIOR INSTITUIÇÃO PORTUGUESA!

LAGARTO QUE AFUNDOU O FUTEBOL DA MAIOR INSTITUIÇÃO PORTUGUESA!
(clicar imagem) Com a sua MISERÁVEL MENSAGEM ao MERCADO!

a CLASSIFICAÇÃO É UMA FARSA TOTAL!

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NÃO há VERDADE DESPORTIVA à 7ª Jornada!(clicar)

REGRESSO DO CAMPEONATO...(clicar imagem!)

REGRESSO DO CAMPEONATO...(clicar imagem!)
é o REGRESSO do ESCANDALOSO COLÃO ao LEÃO!

até quando o colão ao dragão e leão?

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Ninguém pede a demissão dele? (roubos actualizados, cliquem)
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terça-feira, 3 de maio de 2016

o João Gobern acusou o Tiago Ribeiro...


de ter andado de forma estranha na última jornada...

com a equipa do Marítimo no Estoril...

na última jornada...

isto porque ele já 'saiu do Estoril'...

e foi ele que participou...

na ida de Bruno César para o Sporting...

tendo ficado desde aí com ligações ao clube de Alvalade...

será este o homem da mala?

(no post anterior falávamos do seu mentor claro)

o Ministério Público e a Polícia Judiciária...

deviam investigar o que este senhor...

anda a fazer nos bastidores...

do futebol português...

PS- quem andou a contactar...

a Académica, Setúbal e Rio Ave

o Guimarães e Marítimo...

não pode ser um desconhecido no futebol português...

tem que ser alguém que conhece os meandros...

e que é conhecido nos mesmos...

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

estou comovido com a defesa/elogio...


do João Gobern ao Rui Patrício...

no Trio d'Ataque de ontem...

sobre a bela exibição do guarda-redes do Sporting...

em Barcelos no jogo com o Gil Vicente...


nós os benfiquistas...

somos tão boas pessoas...

hoje o Fernando Seara também vai elogiar o Patrício...


também para quem elogiou o Pedro Proença...

pode elogiar tudo nesta vida...

que pessoas maravilhosas/sãs e correctas...

somos nós os benfiquistas...

terça-feira, 3 de abril de 2012

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

e João Gobern disse de sua justiça...


A quem aproveita

Ponto prévio: a quem interessa, verdadeiramente, o conflito entre Benfica e Sporting? Já lá vamos – a propósito da caixa de segurança no Estádio da Luz e de todos os acontecimentos que culminaram num incêndio, há muito por apurar e pouco por especular.

Começo pelo bom senso que os responsáveis do Benfica não aplicaram. Tivesse a questão da caixa sido anunciada com tempo e/ou ensaiada/estreada noutra partida e ficavam automaticamente esvaziados os argumentos de princípio dos dirigentes e arautos do Sporting. Assim, lançaram mão ao grito da “provocação” e abriram as portas a um ambiente que descambou, como se viu. Ninguém pode pôr em causa que, de um ponto de vista teórico, o processo levado a cabo pelos benfiquistas é inatacável – a caixa teve o acordo da Liga, da polícia e dos bombeiros. Mais: é um sistema experimentado com êxito por essa Europa (a dita civilizada) fora.

Algo de muito diferente é o resultado prático. Primeiro, é inaceitável que espectadores munidos de bilhete válido e sem comportamento atentatório à segurança geral tenham sido privados de ver dois quintos do jogo, retidos numa vistoria sem meios humanos para dar resposta. Segundo, é condenável que se tenha alegadamente atirado com gente a mais para espaço a menos, anulando ou pelo menos minorando a mais-valia de segurança concretizada.

Tudo somado, nada justifica o vergonhoso final, epitáfio desajustado para um jogo que foi emotivo do princípio ao fim, em que qualquer das equipas podia ter vencido, em que o Benfica confirmou solidez e espírito de sacrifício e em que o Sporting sublinhou a candidatura ao título.

Estou certo que a Polícia investigará o que aconteceu na bancada, já condenado pelos bombeiros. Estou seguro que vamos continuar a ouvir falar dos “graves incidentes” em que estará envolvido Luís Filipe Vieira. Em qualquer dos casos, preferia ver e ouvir por mim próprio, para poder avaliar. Mas, acima de tudo, gostaria que os presidentes dos dois clubes dessem, já, o passo em frente para chegar à paz. Porque ambos sabem que o conflito que, por agora, vão mantendo e alimentando só interessa ao Senhor do Dragão. Ou alguém ouviu falar a sério nos insultos e na agressão a um jornalista? O suspeito do costume está habituado a passar entre as gotas de chuva. E a fazer rebentar as tempestades bem ao longe.

NOTA – Há uma rapaziada, tornada mediática via bola, que não vislumbra além do nariz. Ou seja, além do pequeno mundo do futebolês. Recomendo-lhes mais respeito quando falarem de João Gabriel, um dos melhores jornalistas portugueses do último quartel do século 20. Lidou com presidentes, com presos políticos, com as imensidões da vida. O futebol devia estar-lhe grato por andar por aqui.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

crónica fabulosa do João Gobern...


À hora a que termino esta crónica, a Comissão Disciplinar da Liga fez o que devia: vai proceder a um inquérito aos incidentes no final do Benfica-Nacional. Não custa a crer que, dentro da moldura de sentenças previstas para estes casos, Jorge Jesus, treinador dos campeões nacionais, venha a ser castigado: seja qual for a terminologia utilizada – e é curioso como nestes casos de imagens que não são rigorosamente conclusivas as paixões clubísticas servem para se ganhar certezas –, dos “vários empurrões” às “agressões e murros”, o quadro não parece de molde a que o técnico saia ilibado do caso. Se assim se entender, condene-se. Mas, de uma vez por todas, que não se crie um precedente que, depois, não tenha consequências na jurisprudência e que se julguem os prevaricadores sem se lhes olhar para o emblema. É o mínimo.

Dito isto, deixando claro que por aqui não passam esponjas nem branqueamentos, confesso a minha perplexidade por mais uma sessão de “desforra” vinda de André Villas-Boas, uma atoarda mesquinha que envolve “miúdos e graúdos”. O meu espanto tem a ver apenas com isto: a continuar assim, em campo e fora dele, o jovem treinador do FC Porto verá os seus méritos profissionais e técnicos reconhecidos; já a sua personalidade e o seu caráter serão objeto de acesas discussões.

Continuo a pensar que Villas-Boas reage mais como adepto ou, dentro da “escola” portista, como dirigente. Para seu bem e para sossego geral, deveria ser mais contido e mais inteligente. Deixando vir à superfície uma obsessão constante pelo Benfica e por quem o representa, está a apoucar-se, a si e a quem lhe dá emprego – a constante referência ao inimigo, as mordidelas guerrilheiras, o toca-e-foge com as palavras, a piada grosseira sempre dirigida ao mesmo alvo, as ingerências em assuntos que nada têm a ver consigo, ameaçam fazer de André Villas-Boas mais um caso patológico a juntar à lista que se julgava produto de um qualquer microclima da zona de Contumil.

As claques portistas podem estar a festejar seja o que for (até um penálti capaz de fazer de Hulk um atleta com dons de adivinhação…), mas nunca se esquecem de enviar um cântico “amigo” ao SLB, cuja sigla entoam mais vezes que a do próprio clube. Jorge Nuno Pinto da Costa pode ser questionado sobre eleições presidenciais, sobre gastronomia ou sobre vias rápidas e SCUT – qualquer que seja o tema, ele há de encaixar uma indireta ou uma diretíssima ao Benfica, com o qual parece sonhar acordado. Villas-Boas vai pelo mesmo caminho? Que seja feliz. Mas que não se esqueça que um treinador não faz uma vida só num clube. E que se recorde que José Mourinho, campeão a partir a loiça, nunca por nunca aceitou ser a voz do dono.


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

tem toda a razão o João Gobern...


Seria útil que Jorge Jesus tivesse utilizado os vinte minutos em que, ontem, o Benfica esteve matematicamente afastado da continuidade nas competições europeias para repensar as suas intervenções públicas. É certo que fazer confluir para um só homem as culpas de uma exibição desastrada e abúlica, tão arrastada como se do resultado não dependesse o (relativo) equilíbrio financeiro e a salvaguarda da última fatia do prestígio amealhado na época passada, assume foros de injustiça afinal, o treinador não pode entrar em campo para empurrar os jogadores… Do mesmo modo, é verdade que, nas declarações do técnico de um grande clube, há que contar sempre com uma percentagem reservada à motivação do plantel e ao empolgamento dos adeptos. Mas o grave, neste caso, está no abismo que emerge entre o que se diz e o que se vê.

Sejamos honestos: com exceção de uma hora frente ao Lyon, na partida da Luz, a participação do Benfica na Liga dos Campeões fica abaixo do medíocre, tanto pelas exibições como pelos resultados. O que fica para a história são quatro derrotas em seis jogos e a desvantagem no marcador face a todos os oponentes: 1-4 frente ao Schalke 04, 4-5 na soma com o Lyon, até 2-3 nos desfechos com o Hapoel. Mais: os benfiquistas que suspiraram de alívio com o golo de Lacazette não vão esquecer que a sua equipa entrou a depender de si própria e acabou a rezar pelo milagre em Lyon. Antes de mais esta pintura esborratada, já Jorge Jesus tinha defendido que o Benfica poderia chegar mais longe na Liga Europa do que fez na época passada. Só para avivar a memória: o campeão nacional despediu-se nos quartos-de-final. O que levanta a questão – a jogar assim, sem pressão, alta ou baixa, sem velocidade, alta ou baixa, sem eficácia, ao invés da última época, alguém acredita na verosimilhança deste objetivo?

É preciso mudar muita coisa, a começar pela atitude. Como é indispensável desvendar o grande mistério da temporada benfiquista: se os jogadores são praticamente os mesmos (e Jesus teve tempo e dinheiro para substituir à altura Di María e Ramires), de onde vêm tantas diferenças? Vem aí o mercado de Janeiro e a tentação pelos reforços é grande, mesmo tendo consciência de que é muito mais difícil fazer bons negócios no Inverno. Talvez por isso, se troque o reforço pelo esforço: sem a resolução das maleitas internas, os que vierem podem alinhar no lado dos problemas e não das soluções. Acima de tudo, o Benfica precisa jogar mais e melhor. Caso contrário, ficará a falar sozinho, quando protestar contra os Elmanos desta vida. Claro que a reclamação é justa, nas primeiro é necessário fazer pela vida dentro de campo. Chama-se autoridade moral, se não me engano.

João Gobern

domingo, 15 de agosto de 2010

o que aconteceu ao João Gobern?


estou a ver o 'Zona Mista da RTPN'....

e até parece que o João Gobern virou portista.....

então o penalti do Porto não se vê logo que foi bola na mão e não mão na bola?

a bola foi um ressalto com o jogador da Naval em movimento sem qualquer intenção de lhe tocar com a mão....aliás a bola ia para canto ou fora....estava fora do enquadramento da baliza....isto é penalti? fdse..

então mas esta gente não jogou futebol?

e o João Moutinho que fez um jogo banal ainda é elogiado?

santa paciência para a ingenuidade dos comentadores do Benfica....

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

o aviso abençoado...ou o abençoado aviso...

Desde a noite de sábado, e nem foi preciso esperar pelo final do jogo de Aveiro, o clima de euforia vivido para os lados da Luz teve direito a um duche frio que, por ironia do destino, pode vir a ser muito útil para uma época limpa e para que o Benfica possa realmente perseguir os seus objetivos. Por outras palavras, a forma empenhada e eficaz com que o FC Porto se apresentou, chegando nalguns momentos ao estatuto do “banho de bola”, pode ajudar a fazer de André Villas-Boas um inesperado “aliado” dos propósitos do campeão nacional.

Para já, num primeiro jogo oficial, ficou por confirmar a desenvoltura goleadora que o Benfica demonstrou na pré-época. Nem Cardozo, nem Saviola, nem Jara, nem Carlos Martins tiveram engenho e arte para marcar. Da mesma forma que, com maiores ou menores culpas, ainda não foi desta que Roberto se confirmou como a mais-valia anunciada. Suspiraram os benfiquistas pelos repentismos de Di María, pela entrega pendular de Ramires. Alguns, mesmo mais retraídos, não esqueceram a consistência de Quim. Todos, julgo eu, terão compreendido que a equipa para esta época, com rivais mais próximos e com desafios a sério na Liga dos Campeões, ainda está longe da máquina trituradora que se apresentou sem falhas em tantos jogos da temporada passada. Mais: houve, da parte de alguns jogadores do Benfica, uma rápida troca da arrogância pelo nervosismo, que se traduziu no recurso a faltas pouco habituais e nada aceitáveis num plantel que privilegia a técnica e o espectáculo, o que o leva a ser mais vítima do que carrasco dos adversários.

É certo que o FC Porto não deixou que o Benfica instalasse o seu habitual sistema: com a ajuda dos laterais e com Fernando reencontrado, a batalha do meio-campo começou a ser ganha aos primeiros lances. João Moutinho começou a dar razão aos que o consideram a grande contratação do defeso portista. E houve o fator Silvestre Varela, que, tal como há um ano, volta a ser um reforço poderoso e suscetível de gerar os desequilíbrios que Hulk, pelo contrário, não parece capaz de lograr. De Falcão já se sabe o que esperar. Rolando e Maicon arregaçaram as mangas para começarem a provar que Bruno Alves já é passado… ao contrário de Raul Meireles.

Para o Benfica, cujo técnico pode invocar (e bem mais do que os seus congéneres) a incerteza face às disponibilidades, tantos têm sido os assédios sobre os jogadores (e a janela de mercado ainda está escancarada), tantas têm sido as alternativas avançadas, é fundamental recomeçar. Ou seja, até domingo e daí em diante, a principal tarefa de Jorge Jesus tem a ver com atitude. Se conseguir lembrar aos seus homens que os jogos e os títulos se ganham em campo já terá meio caminho andado.

by João Gobern in 'Record Online'

quarta-feira, 19 de maio de 2010

o Mantorras? deixem-no partir...

Deixem-no partir

TEMPO ÚTIL


Parte substancial da empatia que se cria entre ídolos e massas há de carecer sempre de uma explicação à altura - momentos de empolgamento rendem memórias e estas saltam das molduras sempre que há oportunidade. O caso amoroso entre Pedro Mantorras e o Terceiro Anel da Luz é um paradigma. Há uma crença, desapoiada pelo veredicto das estatísticas, de que o angolano resolve problemas e marca golos. Há uma espécie de delírio coletivo em torno das suas (cada vez mais) esporádicas presenças em campo. Resta saber se isso deve ou não continuar, naquilo que se pretende como um novo ciclo do clube.

Antes de ir direto ao assunto, permitam-me duas considerações: primeiro, sou daqueles que acredita que pouco se alcança sem honrar, por sistema, o património, sem recordar, por método, a História. Percebo o esforço que a atual direção do Benfica tem desenvolvido para trazer "de volta a casa" os seus notáveis - ainda no jogo que confirmou o título anunciado foi belíssima a ideia de encher a tribuna presidencial com antigos campeões encarnados, num quadro que valeu muito mais do que uma simples foto para o álbum de família.

Depois, estou entre aqueles que sentem que Mantorras, 28 anos, é um mártir do futebol, um daqueles casos em que se concentrou num só homem tudo o que de mau podia acontecer, com eventuais erros médicos à mistura com precipitações próprias. Nessa medida, ele merecerá sempre o afeto, o carinho, a solidariedade dos adeptos do Benfica. Poderá, com o passar do tempo, ser mais um embaixador do clube. Não me parece, no entanto, que possa e deva continuar como atleta profissional do plantel benfiquista.

Sejamos claros: Mantorras não dispõe de condições físicas (nem psicológicas, que ninguém nas suas circunstâncias consegue ser bom juiz em causa própria) para competir com a concorrência. Isso era esbatido noutras épocas, quando o plantel encarnado não primava pela qualidade que mostra agora, mas é transparente hoje, num Benfica treinado por um homem que corta a direito rumo aos objetivos. Poderia Jorge Jesus ter convocado e utilizado Mantorras no jogo do título?

Talvez - mas e se as circunstâncias exigissem a presença em campo de outro atleta, mais esclarecido, mais preparado, mais apto? A questão não vai deixar de se colocar assim, no futuro. Por mais cruel que pareça, uma chamada de Mantorras será sempre uma gracinha, uma jogada sentimental, um favor. É mau para ele. É péssimo para o clube. Por isso, percebo bem a troca das "campanhas". Antes pedia-se: "Deixem jogar o Mantorras". Agora é quase forçoso defender: "Deixem-no partir". Será sempre um mal menor para todos - e evitará conflitos, cujo prolongar levará a um preço pesado e incalculável.

João Gobern in 'Record Online'
Quarta-Feira, 19 Maio de 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

haja vergonha por João Gobern...


Por ser uma atividade pública, que mexe com muitos interesses e muitas paixões, o futebol não pode dispensar certos requisitos aos seus agentes.

Exige-se, por exemplo, que meçam as palavras que escolhem e que calculem as respetivas consequências.

Requer-se bom senso, mesmo pela omissão e/ou pelo silêncio.

E pede-se que não seja precisamente quem detém responsabilidades que acabe a assumir, de forma leviana, o papel de incendiário junto desse eterno combustível que são as claques e os adeptos. Pelo contrário: há momentos em que o apelo à serenidade é um serviço prestado ao desporto e à comunidade.

Por tudo isto, Salema Garção, dirigente do Sporting, já ganhou o direito a uma página negra da história do futebol nacional, ao sugerir a criação de um "ambiente extremamente difícil" para um jogador (Simão Sabrosa) e, de caminho, para o clube que atualmente representa (Atlético Madrid).

É o absurdo total: depois de regressar a Portugal, vindo do Barcelona e para o Benfica, Simão jogou várias vezes em Alvalade sem direito a hostilidade especial, embora não escapasse aos apupos da ordem.

Mais: as relações entre os leões e o clube espanhol não seriam más até à data, se nos lembrarmos da recente transferência de Pongolle, de Madrid para Lisboa.

Agora, com o caldo entornado, bem pode Salema Garção reclamar que aquilo que disse não pretendia sugerir o ambiente de guerrilha e intifada que se viveu nas cercanias do Estádio de Alvalade.

Vale pouco e não tem efeito retroativo, a justificação: é antes dos incidentes que é preciso prevê-los e evitá-los. Caso contrário, é tão válida e útil como os prognósticos no fim do jogo.

Dentro de campo, outra vergonha: a conduta quase tresloucada de Bruno Alves, um homem que ainda há oito dias fiz questão de defender nesta coluna.

Em má hora: em muitos anos de futebol, raras vezes vi um jogador - e capitão de equipa - afastar-se tanto do conceito de fair play que deve imperar entre adversários.

Começou pelo insulto verbal - bem visível nas imagens da TV - e depois usou todas as suas armas: as mãos, os cotovelos, os joelhos, os pitons. Ao intervalo, para evitar males maiores, impunha-se a sua substituição.

Acabou impune, apesar do que fez com Kardec (a principal vítima), com Aimar (a mais evidente), com Cardozo.

A partir de determinado momento, só havia duas dúvidas: por quantos ganharia o Benfica e quantas vezes Alves "pediria" a expulsão... sem a obter.

No fim, Jesualdo Ferreira - que conseguiu ver "um jogo equilibrado" - descobriu uma arbitragem "sensata".

Por mim, só vi uma arbitragem disciplinarmente cobarde. E assisti ao silêncio cúmplice de quem manda no FC Porto, a sancionar o golpe baixo, a violência e o destempero.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

o Petróleo e Champanhe por João Gobern....

A contratação de Ruben Micael, médio de vistas largas e pés de privilégio (no sábado até se lhe descobriu a cabeça, ao marcar um golo e ao silenciar uma transferência que já estava consumada), é - em teoria - um excelente passo para o FC Porto.

Trata-se do jogador da nossa Liga que vinha a ser mais cobiçado pelos grandes, em tempos recentes. É português, é novo, é criador, tem larga margem de crescimento. Falta-lhe a prova de que tem mentalidade para dar o salto que agora se lhe exige.

E a exigência não vai ter "compassos de espera": o meio-campo dos campeões não esconde o - prolongado - luto por Lucho, cuja armada de compatriotas (Belluschi, Mariano, Tomás Costa, Valeri, Prediger) parece servir apenas para a angústia das comparações.

Resta saber quem vai ser o sacrificado, a meio de uma viagem acidentada, que cederá o seu lugar ao madeirense. Fernando? Ninguém acredita. Raul Meireles? Tem, apesar de algumas oscilações, um estatuto de antiguidade e dedicação que não o recomenda para o sacrifício.

Belluschi? É o mais provável, mas, a ser ele o preterido, fica dada a machadada final nas contratações milionárias e latino-americanas da pré-época, mesmo excluindo desta lista negra Alvaro Pereira e Falcão, ainda assim menos unânimes que o excelente "custo zero" Silvestre Varela.

E fica por apurar se Ruben Micael estará pronto, no imediato, para assumir o mesmo papel de "interface", de "epicentro", que foi de Deco e de Lucho, uma vez que Diego foi queimado por um técnico "visionário".

Com tudo isto, e mesmo que não se confirmem os rumores de chegada de mais um atacante da América Latina, o FC Porto ainda pode ser campeão? Claro que pode. Há de receber o Braga e o Benfica, se bem que, nos 14 jogos em falta, terá de deslocar-se por oito vezes e quatro delas contra adversários que estão - circunstancialmente ou não - na primeira metade da tabela classificativa.

Contas feitas, a chamada de Ruben Micael fez cair pela base a solene declaração de Pinto da Costa quando disse que o FC Porto se tinha "aviado em terra" e dispensava os remendos do mercado de Inverno.

Dois jogos da Liga em Janeiro e um pleno do Benfica em duas deslocações difíceis (Vila do Conde e Funchal) chegam para mudar tudo.

Agora, ainda por cima com Jesualdo Ferreira a não ser capaz de assumir que o golo sofrido frente ao Paços de Ferreira é da sua exclusiva responsabilidade (saída de Fucile), por ter arriscado e, neste caso, perdido, há um "salvador da pátria" chamado Ruben Micael.

Só o tempo provará se é ou não tarefa demasiado pesada para um homem que vai estrear-se nos grandes palcos e diante de um tribunal. Caso para dizer: afinal, havia petróleo. Quanto ao champanhe, mais tarde se verá se chega.

João Gobern in 'Record'

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

os Unitários e os Otários por João Gobern...

Desde o golo não averbado a Petit, num célebre jogo com o FC Porto, que o árbitro Olegário Benquerença é - no mínimo - figura incómoda nas partidas em que participa o Benfica.

No domingo, no encontro dos lisboetas com o Nacional, Benquerença terá alegadamente (insisto: "alegadamente", uma vez que, de todos os lances, só um constitui erro grosseiro, aquele em que Luisão deveria ter sido expulso) favorecido os da Luz.

Tal chega para que até este juiz já tenha sido incorporado naquilo que se desenha como um vasto exército de conspiradores para levar o Benfica "ao colo".

Pouco importam os pecados cometidos noutras frentes (o penálti transparente de Rodríguez no jogo com o FC Porto na Luz, o salto de Miguel Veloso a pés juntos sobre um jogador do Braga, seguido de cotovelada).

Já não contam os anos em que o "ascendente" sobre os juízes - tão óbvio que revoltava qualquer adepto decente do futebol - tinha cores e geografias bem definidas, sem esforço para dissimular a preferência.

Agora, uma estranha e antinatural "santa aliança" entre comentadores e analistas afetos a outros candidatos ao título (mais uns do que outros...) vem denunciar essa manobra subterrânea que há-de, "obrigatoriamente", entregar o título ao Benfica.

Uns esquecem-se rapidamente do mal que fizeram, outros passam em branco o conivente silêncio que mantiveram - o decisivo, o urgente é provocar e alimentar marés de suspeita, tentando desestabilizar, visando minimizar aquilo que de bom se passa nos relvados.

Ou seja, não interessa que o Benfica tenha sido, até agora, a equipa que melhores espetáculos proporcionou, que maior consistência revelou (com o Braga por perto), que voltou a trazer a maré ao seu estádio e a encher os estádios alheios.

O que conta é que Aimar é simulador, que David Luiz é violento, que Di María é maldoso, que Javi é um tanque de guerra. O que jogam é coisa de somenos.

Para quem faz da memória um ativo, recordo que este discurso não é novo. Ouviu-se, com igual intensidade, na época de 2004/2005.

Ou seja, no mais recente título de campeão do Benfica. Sabendo-se que não há coincidências, sempre se deixa o aviso: ainda que, de um mesmo lado, se alinhem todos os "unitários" de ocasião, do outro, não se fixam os "otários".

Resta desejar que o Conselho Disciplinar da Liga não perca tempo a decidir aquilo a que as leis o obrigam.

E resta sugerir que, na próxima visita do mundo do futebol (nem todo, por razões que não vale a pena esmiuçar) à Assembleia da República, a petição não diga apenas respeito às - indispensáveis - novas tecnologias.

Convinha pedir uma nova atitude. Esta, a das azias, das insinuações mais torpes e das brejeirices palitadas, já deu o que tinha a dar, quero crer.

João Gobern in 'Record Online'