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segunda-feira, 20 de julho de 2015

quando os trinta são os novos vinte....

A experiência está na moda na liga portuguesa de futebol.

Mas só a boa

Depois de muitos anos de braços estendidos à saída do útero, à espera de craques ainda presos à mãe pelo cordão umbilical, Benfica, FC Porto e Sporting redescobriram os veteranos. Com bons argumentos. Desde 2011, houve sempre trintões aos comandos do campeonato. O resgate de Lucho González, em janeiro de 2012, ajudou a resolver o primeiro título de Vítor Pereira e, no segundo, o mestre-escola argentino lá esteve a segurar as pontas, até Liedson (35 anos) ter feito o passe para o terramoto de Kelvin. Depois disso, o Benfica atingiu o ponto de rebuçado com Luisão, Maxi Pereira, Lima, etc., e reforçou a dose na época seguinte, acrescentando-lhes Jonas, Júlio César e Eliseu. Jorge Jesus ficou adepto. No Sporting, também quer um central curtido pelos combates - com base no protótipo Luisão, claro - e lançou a rede a Gutierrez (30 anos) para ter também um Jonas. Trezentos quilómetros a norte, Lopetegui conta que Casillas e Maxi lhe enrijeçam o balneário, ao mesmo tempo que dispensa Quaresma, outro trintão. Um contrassenso? Só na semântica. É que a dificuldade desta compra por catálogo está mesmo aí. Os Luchos, Luisões e Maxis não caem das árvores. O que FC Porto, Benfica e Sporting pretendem não são jogadores na casa dos trinta: querem traquejo embrulhado em inteligência, generosidade e discernimento. Há casos (raros) de quem tenha isso tudo aos 20 anos. Outros hão de ser octogenários e ainda armarem grandes confusões pelo melhor lugar para ver televisão no lar de repouso.

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